quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Reflexões


Meus amigos

Com os trágicos acontecimentos dos últimos das onde muitas pessoas morreram de forma repentina, independente das várias causas que ocasionaram suas mortes, vejo aumentar a sensação de que pertencemos a um grupo maior, ou seja somos todos participantes da imensa família que é a humanidade.
Esta sensação nos faz refletir sobre várias questões...
A primeira delas é – o que desejo para minha vida? Quais são os objetivos que pretendo alcançar? Como estamos inseridos numa sociedade materialista que nos estimula a consumir cada vez mais, precisamos cada vez mais ganhar dinheiro.
Mas...será que estou vivendo só para conquistar uma posição no mundo, um status e ter uma conta bancária polpuda?
E aí, surge a segunda questão: o que estou fazendo com a minha vida afetiva, como estão os meus relacionamentos? Quanto tempo estou deixando no trabalho ao invés de usufruir mais na companhia de meus filhos, de meus entes queridos? E os amigos do peito, será que os tenho de verdade? A quanto tempo não falo com eles? Mas com essa vida corrida, lutando pela sobrevivência não sobra tempo para essas coisas...
E assim vamos levando... O tempo passa celeremente, os anos escorrem como areia entre os dedos e já não somos mais jovens. As marcas da idade nos mostram que o corpo físico, esse maravilhoso veículo que usamos para evoluir, já mostra sinais de desgaste. E então, surge a terceira questão.
O que estou fazendo com minha espiritualidade? Até que ponto estou me conectando com o deus interior que habita nos refolhos do meu ser?
Não é necessário frequentar os bancos de uma religião, qualquer que seja ela. Isso muitas vezes atenua o sentimento de culpa e nos dá uma falsa impressão de que estamos no caminho da espiritualidade.
Não é disso que falo. Pergunto a você, até que ponto consegue calar os burburinhos do mundo exterior e mergulhar dentro de si mesmo?
O planeta rapidamente entra numa fase de transição na qual, queiramos ou não, seremos chamados à uma autoavaliação. Mais do que nunca, a exortação socrática do “conhece-te a ti mesmo” se faz necessária.
Como nos diz Emmanuel em seu livro “A caminho da luz”, pela psicografia de Chico Xavier:

“Revendo os quadros da História do mundo, sentimos um frio cortante neste crepúsculo doloroso da civilização ocidental. Lembremos a misericórdia do Pai e façamos as nossas preces. A noite não tarda e, no bojo de suas sombras compactas, não nos esqueçamos de Jesus, cuja misericórdia infinita, como sempre, será a claridade imortal da alvorada futura feita de paz, de fraternidade e de redenção.”

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

MUDANÇAS



Meus amigos, não é necessário muito esforço para se perceber que o mundo atual está passando por uma crise generalizada e as pessoas estão um tanto perdidas. 
Os valores pessoais, os sistemas políticos, a estrutura familiar, tudo está em ebulição...
 Para reflexão, trago duas citações de dois pesquisadores do comportamento humano, distanciadas entre si, cerca de 150 anos. A primeira é a do professor Hypollite Leon Denizard Rivail, mais conhecido pelo público como Allan Kardec que foi o codificador da Doutrina Espírita, tendo publicado “O livro dos Espíritos” em 1857. A citação é de outro livro seu, “A Gênese”,  publicado em 1861.
sim, certamente, a humanidade se transforma como já se transformou em outras épocas, e cada transformação é marcada por uma crise que é, para o gênero humano o que são as crises de crescimento para os indivíduos; crises frequentemente penosas, dolorosas.”
“nesse tempo, não se trata de uma mudança parcial, de uma renovação limitada a uma região, a um povo, a uma raça; é um movimento universal que se opera no sentido do progresso moral”
A outra citação é de um psicólogo que fez interessantes pesquisas e é considerado um dos baluartes da Psicologia Transpessoal.  Seu nome – Stanlislav Grof e seu livro – Psicologia do futuro.
Em última análise, a atual crise global é basicamente de natureza psicoespiritual: ela reflete o nível de evolução de consciência da espécie humana. É, portanto, difícil imaginar que ela possa ser resolvida sem uma radical transformação interna da humanidade, em larga escala, e sua elevação a um nível mais alto de maturidade emocional e consciência espiritual”.
Percebam que mesmo distanciados no tempo, ambos são claros em declarar que estamos em meio a uma crise transformadora que é de caráter global, pertencendo à humanidade como um todo.
E em meio ao coletivo caótico, sentimo-nos perturbados e sem direção... As religiões tradicionais não nos confortam, o individualismo é a norma, e com isso, a ansiedade, a depressão, os suicídios, a violência, as drogas e os desencontros se tornam rotina.
A busca da tão almejada felicidade não foi encontrada nos redutos da sociedade materialista da atualidade... O homem tem todo o conforto e tecnologia, mas não tem paz de espírito...
Profetas e profecias de todos os tempos nos falam de que estamos a viver uma grande transição na história da humanidade e do planeta, onde a sociedade deverá renovar-se para a concretização de seu verdadeiro e fundamental destino que é a fusão do homem material com o homem espiritual para a manifestação sublime do Homem Integral.
Um novo mundo está em construção...
A decisão de participarmos deste processo  está em nossas mãos. Podemos escolher permanecer hipnotizados e sonâmbulos ou despertar para uma nova realidade que se avizinha.
A escolha é de cada um...
É tempo de despertar!!
 E para terminar essas linhas trago mais uma citação de Stanislav Grof  em seu já citado livro:
“Parecemos estar envolvidos em uma corrida dramática contra o tempo sem precedentes em toda a história da humanidade. O que está em jogo não é nada menos do que o futuro da vida no planeta. Se continuarmos com as antigas estratégias, que tem claras conseqüências extremamente auto-destrutivas, é improvável que a espécie humana sobreviva. Contudo, se um número suficiente de pessoas passar por um processo de profunda transformação interna, talvez seja possível alcançar um nível de evolução da consciência no qual podemos merecer o nome suntuoso que demos à nosso espécie: homo sapiens.”

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

A CASA MENTAL



É interessante de se observar como a Espiritualidade Superior vem dando suporte às pesquisas e desenvolvimento de conceitos formulados pela ciência terrena. Exemplo de tal fato vamos encontrar no livro No Mundo Maior, do espírito André Luiz – psicografia de Francisco Cândido Xavier (sua primeira edição foi em 1947),onde diversas informações  entram em total sintonia com os conhecimentos científicos atuais.
No terceiro capítulo deste livro, intitulado A Casa Mental, o instrutor espiritual Calderaro, esclarece a Andre Luiz em ocasião que visitavam um enfermo envolto em doloroso processo obsessivo:
“ – Não podemos dizer que possuímos três cérebros simultaneamente. Temos apenas  um que, porém, se divide em três regiões distintas. Tomemo-lo como se fora um castelo de três andares: no primeiro situamos a “residência de nossos impulsos automáticos”, simbolizando o sumário vivo dos serviços realizados; no segundo localizamos o “domínio das conquistas atuais”, onde se erguem e se consolidam as qualidades nobres que estamos edificando; no terceiro, temos a “casa das noções superiores” indicando as eminências que nos cumpre atingir. Num deles moram o hábito e o automatismo; no outro residem o esforço e a vontade; e no último demoram o ideal e a meta superior a ser alcançada. Distribuímos, deste modo, nos três andares, o subconsciente, o consciente e o superconsciente. Como vemos, possuímos em nós mesmos, o passado, o presente e o futuro”.
Agora vejamos a incrível concordância da hipótese formulada pelo autor espiritual com a teoria do cérebro trino, criada pelo neurocientista Maclean (1990). Tal teoria tenta demonstrar que o cérebro humano é produto de um desenvolvimento que vem se processando há milhares de anos desde as espécies mais primitivas. Propõe este cientista que o cérebro pode ser dividido em três níveis. O primeiro destes níveis, o mais antigo, herdado dos répteis, está localizado no tronco cerebral e controla as reações e movimentos automáticos, os hábitos e os comportamentos condicionados. Coordena a entrada e saída de informações e é responsável por comportamentos de autopreservação e de preservação da espécie, como defesa de território, busca de alimento e parceiros para procriação.O segundo nível, compartilhado com mamíferos inferiores é composto por estruturas que formam o sistema límbico, situado ao redor do tronco cerebral. Corresponde ao substrato cerebral que motiva nossas tendências e desejos. É o que se costuma chamar de cérebro emocional.
E, por fim, o terceiro nível, aquisição dos mamíferos superiores, corresponde ao neocortex, constituído pelos lobos frontais e temporais. Aparelha o homem para atividades mais complexas como a capacidade de abstração simbólica e de autopercepção enquanto indivíduo, sendo também responsável pela síntese de todas as informações processadas pelo tronco cerebral e pelo sistema límbico, agora de modo consciente.
Concluímos, voltando aos estudos apresentados pelo instrutor Calderaro a André Luiz que nós, espíritos encarnados na atual faixa evolutiva em que nos encontramos transitamos pelos três andares da casa mental, dependendo do foco de nossa atividade em determinado momento. Se faz necessário,  contudo que não nos fixemos em uma determinada região, o que nos ocasionaria sérios embaraços ao nosso desenvolvimento. Ao leitor interessado, sugiro a leitura completa desta magnífica obra que, a meu ver, constitui-se em verdadeiro tratado de saúde mental.


domingo, 17 de setembro de 2017

A QUESTÃ0 D0S PARADIGMAS




É importante  que seja discutido o sentido da palavra “paradigma” termo utilizado pela primeira vez por Thomas Kuhn em seu livro “ A Estrutura das Revoluções Científicas “ (1962) que o definiu da seguinte forma:
“um paradigma é um esquema para a compreensão e explicação de certos aspectos da realidade.”
A maneira de se ver a realidade não é extática, muito pelo contrário, seu caráter dinâmico a faz sempre ser influenciada pela cultura vigente, dela não podendo fugir. Para citar um exemplo de fácil compreensão, vamos lembrar que na antiguidade pensava-se ser a Terra fixa e o sol, bem como os demais planetas é que giravam ao seu redor. Esta era a realidade estabelecida desde os estudos de Ptolomeu no Egito. Todos acreditavam sem contestação neste conceito e esse paradigma (geocêntrico) durou séculos até que outro cientista, Nicolau Copérnico com suas pesquisas, posteriormente abraçadas por Galileu veio demonstrar que era a Terra (bem como os demais planetas) que girava ao redor do sol (paradigma heliocêntrico).
Podemos observar que o conhecimento humano vem evoluindo em fases alternantes de calmaria e agitação, onde crenças tidas como imutáveis são refutadas e substituídas por novas formas de pensar.
Um conjunto de idéias (paradigma) é plenamente aceito como verdadeiro até que venha a ser contestado por indivíduos inquietos intelectualmente que acabam desenvolvendo novas formas de encarar velhas idéias. Esses pesquisadores, verdadeiros pioneiros, são considerados “loucos” e visionários pelo establishment, sendo com freqüência discriminados e queimados nas fogueiras da intolerância acadêmica. Alguns desses indivíduos são mesmo loucos e acabam esquecidos; outros, entretanto, são capazes de enxergar além do seu tempo, ver o que a maioria dos comuns não consegue sequer imaginar e acabam fincando as balizas de novos paradigmas, trazendo salutar renovação para o conhecimento que, desta maneira, se atualiza e amplia cada vez mais.
Liberto dos tentáculos asfixiantes do dogmatismo religioso que dominou toda a idade média, o homem começou a mergulhar na busca das causas das coisas, direcionando o foco das suas investigações para a intimidade da matéria. Dessa forma assistimos ao nascimento do pensamento científico ocidental, estruturado nos trabalhos de duas grandes figuras da humanidade – René Descartes e Isaac Newton.
O matemático e filósofo francês influenciou o conhecimento com o seu método analítico, onde decompunha o objeto de estudo em suas partes componentes, dispondo-as de forma lógica e plenamente entendível. Em toda sua obra percebe-se claramente a separação entre mente e matéria. Já o físico, matemático e astrônomo inglês Isaac Newton introduziu conceitos como a noção da gravitação universal e o movimento dos planetas, fundamentando os alicerces da física e da matemática que iriam se desenvolver até seu estágio atual, estabelecendo em toda comunidade científica uma maneira de ver as coisas – um paradigma baseado na estrutura material do universo.
O aspecto mecanicista/reducionista que caracteriza o paradigma newtoniano se consolidou com o desenvolvimento da teoria atômica da matéria. O universo passou a ser visto como uma gigantesca máquina e os cientistas passaram a buscar o completo domínio da natureza. Data desta época o desenvolvimento da biologia, iniciando as primeiras pesquisas na área da genética.
Com o passar do tempo, o pensamento científico mecanicista não resistiu às descobertas da física quântica, iniciadas com a teoria da relatividade de Albert Einstein e com o estudo da natureza dual da luz que ora se comportava como onda, ora como partícula. Tais descobertas acabaram por abrir espaço para um novo modelo, o paradigma holístico (do grego holos = todo), onde o importante na compreensão dos processos e eventos que ocorrem no universo não são as partes que compõe esses processos e sim o seu conjunto e interatividade. Como as inúmeras peças de um quebra-cabeça que, quando misturadas de forma aleatória não fazem nenhum sentido, mas que agrupadas de forma coerente e visualizadas de maneira global, adquirem significado específico.
Muitas vezes, dois ou mais paradigmas podem coexistir ao mesmo tempo, o que acaba sempre acarretando disputas ferrenhas pelo poder do saber acadêmico. No momento atual, assistimos a uma transição de paradigmas, o que justifica a polêmica e a discussão dos diversos recursos da chamada medicina vibracional que levantam a questão dos componentes não físicos no ser humano. Enquanto o paradigma newtoniano enxerga o universo como uma imensa máquina que, para funcionar depende da integridade de suas peças, a visão holística, sem negar o determinismo das leis da natureza, percebe o universo como uma imensa teia derelações dinâmicas.
O paradigma newtoniano, ainda aceito pela ciência tradicional vem dominando amplamente nossa cultura há quase 400 anos e teve o mérito de enfrentar os rígidos dogmas da igreja que amordaçavam o pensamento humano durante toda a idade média. Entretanto, como todo paradigma, encerra uma filosofia subjacente que passa a ser a maneira como percebemos o mundo, ao nos libertar das crendices e superstições, mergulhou-nos num materialismo radical onde a realidade seria aceita apenas como tudo que nos impressionasse os sentidos físicos. Tal visão, sem dúvida, influenciou os costumes, a educação, as artes e os sistemas políticos de nossa época. O homem acabou perdendo o referencial espiritual, passando apenas a existir no reino da matéria, tendo como objetivo final, o domínio absoluto sobre a natureza e sobre o universo.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

TEMPO DE DESPERTAR



Amigos leitores, vou procurar abordar neste artigo, um tema que já há algum tempo, venho observando em meu consultório e em conversas com as pessoas com as quais convivo.
Trata-se da perda do sentido profundo da existência, traduzida numa angústia crescente e num vazio existencial que acaba desembocado em processos depressivos de toda monta.
Os indivíduos, imersos no imediatismo de nossa sociedade materialista, deixam-se envolver num turbilhão de atividades cada vez mais numerosas que objetivam a conquista de uma situação de vida mais confortável, onde a riqueza material é prerrogativa indispensável à felicidade plena.
Mas...isso será realmente verdadeiro?
O Dr. Edward Bach, criador na idade moderna da terapia com essências florais, alicerçado em lições de ensinamentos esotéricos milenares, afirma que somos uma Essência imortal, criada por Deus e fadada à evolução contínua.
Tal processo de crescimento e aprendizado constante se faz por sucessivos estágios na matéria conhecidos como Encarnação. A Doutrina Espírita, codificada por Alan Kardec em meados do século IXX reafirma essa verdade, mostrando-nos que o Ser Humano possuiu uma dupla natureza, a saber a sua condição natural de Essência espiritual e a natureza secundária e transitória – a condição material – que adquire ao encarnar em um corpo físico afim de estagiar neste mundo tridimensional.
Em outras palavras, somos uma Essência imortal, transitóriamente ocupando um corpo físico que se expressa como uma personalidade específica estruturada pelos padrões que traz de encarnações passadas, pelo aprendizado educacional da família em que renasce e pelo influência do meio ambiente em que se propõe a viver.
E, nesse ponto, percebo que acabamos por cair numa sedutora ilusão ao acreditar que nosso único objetivo é lutar pela sobrevivência e vencer no mundo material nos transformando num cidadão próspero e bem sucedido.
O ego passa a priorizar a natureza material e mergulha numa busca interminável de ter coisas, ganhar dinheiro, caindo numa verdadeira armadilha, pois nunca estamos saciados, sempre queremos mais e mais coisas, mais e mais poder, mais e mais dinheiro.l
E a ilusão de desfaz quando percebemos que tudo que conseguimos conquistar em termos materiais aqui deixamos compulsoriamente quando nosso corpo, pelas leis naturais envelhece e se extingue, retornando ao reino da matéria. Aí então, o que acontece?
A Essência retorna ao mundo espiritual – seu habitat natural e constata (quando consegue) que nada trouxe consigo de verdadeiro que acrescente alguma coisa ao seu patrimônio espiritual.
O remédio para se evitar essa grande desilusão é a criatura despertar para as reais finalidades da Vida perguntando-se – quem sou eu? Quais os reais objetivos da minha existência? Qual o sentido da vida?
Perguntas pertinentes e necessárias, principalmente nos dias atuais...
Profetas e profecias de todos os tempos nos falam de que estamos a viver uma grande transição na história da humanidade e do planeta, onde a sociedade deverá renovar-se para a concretização de seu verdadeiro e fundamental destino que é a fusão do homem material com o homem espiritual para a manifestação sublime do Homem Integral.
Cabe a cada um, nesse grave e precioso momento planetário, despertar para a necessidade urgente do autoconhecimento, da percepção de que estamos todos interconectados e de que a verdadeira felicidade não poderá acontecer individualmente e sim através do cultivo e da compreensão dos valores fraternos que devem nos unir a todos.
Um novo mundo está em construção...
A decisão de dele participar está em nossas mãos. Podemos escolher permanecer hipnotizados e sonâmbulos ou despertar para uma nova realidade que se avizinha.
A escolha é de cada um...
É tempo de despertar!!